Blog Editado pelos alunos do 1ºC :

Rafael do Carmo Silva
Marina Ferreira
Vanessa Damasceno Silva

terça-feira, 27 de abril de 2010

Amazonia ''Pulmão'' do mundo ?




Muitas vezes já ouvimos falar que a Amazônia é o pulmão do mundo, passando a idéia de que esta floresta teria um importante papel no fornecimento de oxigênio ao planeta.

Neste sentido, o simples fato de atribuir à Amazônia o termo “pulmão do mundo” já pode ser considerado um equívoco, pois um pulmão apenas consome, e não produz oxigênio. Além disso, em uma floresta tropical como a Amazônia, o saldo entre o que ela produz de oxigênio e o que consome é praticamente neutro.

Durante o dia, a vegetação da floresta libera oxigênio e absorve gás carbônico através da fotossíntese, processo que se inverte durante a noite, quando ocorre a respiração florestal, com a absorção de oxigênio e a liberação de gás carbônico. Porém, essa conta (se haverá mais produção do que absorção de CO2 ou O2) nem sempre é perfeita e o resultado está associado a outros processos, como as queimadas e o reflorestamento ou expansão da área florestada.

Em outras partes do mundo, existem organismos que têm saldo final positivo de produção de oxigênio, como nas regiões oceânicas ricas em plânctons,ou seja, as algas marinhas que realmente é o pulmão do mundo pelo fato do oxigênio produzido pela amazônia de dia que é consumido pelos seus seres vivos anoite.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Desequilíbrios ambientais





A atividade humana no meio ambiente provoca vários casos de desequilíbrio como a poluição por detritos orgânicos e inorgânicos, que provocam mudanças (químicas, físicas e biológicas) no ambiente. O desequilíbrio acontece pela alteração na quantidade desses elementos na natureza.

As principais forma de poluição do meio ambiente (ar, solo e atmosfera) são devido a: monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), dióxido de enxofre (SO2), eutrofização, pesticidas, metais pesados, petróleo, detergentes e queimadas.-




* Monóxido de Carbono: principal poluente nos grandes centros urbanos, ocorre normalmente pela queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel), afetando a atividade respiratória dos humanos;-

* Dióxido de Carbono: contribui para o efeito estufa e seu aumento na atmosfera também está ligado a queima de combustíveis fósseis;-

* Eutrofização: ocorre quando o ambiente aquático é enriquecido com itens de origem orgânica (compostos nitrogenados e fosforados), assim esses nutrientes favorecem a rápida disseminação de microorganismos decompositores que diminuem o teor de O2 é bastante reduzido (afetando principalmente os peixes);-

* Pesticidas/metais pesados: esses compostos ajudam a diversas explorações do homem (agricultura e extração de minerais) e seu principal problema reside no abuso/mau uso desses compostos, o que acaba poluindo o meio ambiente, sempre que possível devemos substituir o uso desses compostos;-

* Petróleo: A exploração de petróleo geralmente ocorre em plataformas em meio ao mar, vários casos de derramamento de petróleo durante seu transporte têm sido relatados, esses casos afetam toda a comunidade biológica das áreas atingidas;-

* Detergentes: os detergentes jogados indistintivamentes nas águas causam uma redução da penetração de luz, o que afeta os organismos aquáticos (principalmente as algas e conseqüentemente os peixes que se alimentam delas);-

* Queimadas: Quando surgiu a idéia dos créditos de carbono, o Brasil considerava-se um dos grandes países que seria beneficiado, porém isto não ocorreu, devido as grandes queimadas em nossas matas e cerrados (destroem as boas características do solo, afeta a respiração humana, provoca imigração de toda a fauna...). Este é um dos principais desequilíbrios ambientais do país e com afinco deve ser combatido.
* Consequências ambientais do uso dos combustíveis fósseis: Dentre as conseqüências ambientais do processo de industrialização e do inerente e progressivo consumo de combustíveis fósseis - leia-se energia -, destaca-se o aumento da contaminação do ar por gases e material particulado, provenientes justamente da queima destes combustíveis, gerando uma série de impactos locais sobre a saúde humana. Outros gases causam impactos em regiões diferentes dos pontos a partir dos quais são emitidos, como é o caso da chuva ácida.

* A mudança global do clima: é um outro problema ambiental, porém bastante mais complexo e que traz consequências possivelmente catastróficas. Este problema vem sendo causado pela intensificação do efeito estufa que, por sua vez, está relacionada ao aumento da concentração, na atmosfera da Terra, de gases que possuem características específicas. Estes gases permitem a entrada da luz solar, mas impedem que parte do calor no qual a luz se transforma volte para o espaço. Este processo de aprisionamento do calor é análogo ao que ocorre em uma estufa - daí o nome atribuído a esse fenômeno e também aos gases que possuem essa propriedade de aprisionamento parcial de calor, chamados de gases do efeito estufa (GEE), dentre os quais destaca-se o dióxido de carbono (CO2).



Tempo de decomposição de diversos materiais no meio ambiente

Sucessão ecológica




As sucessões ecológicas representam o conjunto de mudanças ordenadas pelas quais passa uma comunidade biológica, detendo ao estágio de clímax.

Uma característica preponderante para o estabelecimento das sucessões é a condição abiótica favorável dos ambientes. Contudo, existem regiões da litosfera que a princípio são inóspitos ao surgimento, desenvolvimento e manutenção de organismos vivos, por exemplo, superfícies recentes de rochas vulcânicas ou a extensão de dunas nos desertos.

Porém, algumas espécies são capazes de habitar determinados locais por mais drásticas intempéries, sendo denominadas de espécies pioneiras, com destaque a muitas variedades de liquens (associação de algas e fungos), os musgos (briófitas) e as gramíneas (capim).

Durante o processo de colonização, as comunidades pioneiras promovem transformações que possibilitam uma ordenada inserção ou mesmo a substituição de espécies que irão povoar um meio anteriormente inabitável, tornando-o propício e gradativamente mais dinâmico, situação caracterizada por ecese.

As alterações normalmente ocorrem por ação do intemperismo, fenômenos físicos, químicos e biológicos correlacionados durante o tempo geológico, colaborando com a formação de um substrato superficial, que ao longo da evolução permitiu a irradiação da flora acompanhada pela fauna, sendo:

- o escoamento e a infiltração da água em fissuras rochosas, fatores que causaram em conseqüência das oscilações térmicas (aquecimento e resfriamento), mudanças no estado físico da água (solidificação), com efeito na dilatação e fracionamento das rochas;
- Efeito gravitacional, ação dos ventos e altitude, motivadores da percolação das rochas morro abaixo;
- Ação enzimática dos liquens degradando as rochas, produzindo substâncias minerais (fonte de nutriente), parte é absorvida enquanto a outra forma depósitos sedimentares.

Portanto, as sucessões ecológicas são evolutivamente denominadas: primárias quando ocorrem em lugares nunca antes habitados (uma rocha nua), e secundárias quando ocorrem em um lugar anteriormente habitado (um campo de cultivo abandonado). Uma tendência que tende ao clímax ecológico.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ciclos Da Matéria

A energia no ecossistema

A existência da comunidade de um ecossistema está ligada à energia necessária à sobrevivência dos seres vivos a ela pertencentes. De maneira geral, num ecossistema, existem vegetais capazes de realizar fotossíntese. Deles dependem todos os demais seres vivos. O Sol é a fonte de energia utilizada pelos vegetais fotossintetizantes, que transformam a energia solar em energia química contida nos alimentos orgânicos. Durante a realização das reações metabólicas dos seres vivos, parte da energia química se transforma em calor, que é liberado para o ecossistema. Assim a energia segue um fluxo unidirecional.
A energia flui unidirecionalmente ao longo do ecossistema e é sempre renovada pela luz solar. A matéria orgânica, porém, precisa ser reciclada e nesse processo participam os seres vivos. Em qualquer ciclo existe a retirada do elemento ou substância de sua fonte, utilização por seres vivos e devolução para a sua fonte. Os mais importantes ciclos da matéria são o da água, o do carbono e o do nitrogênio

Ciclo da água




Um dos recursos mais importantes da Terra é a água. Ela ocorre em três estados da matéria: na forma sólida, como o gelo; na forma líquida, como a água; na forma gasosa, como o vapor.
A água possui muitas propriedades incomuns que são críticas para a vida: é um bom solvente e possui alta tensão superficial. Como uma molécula polar estável na atmosfera, desempenha um papel importante como absorvente da radiação infravermelha. A água também possui um calor específico peculiarmente alto, que desempenha um grande papel na regulação do clima global.
Sua importância pode ser ilustrada por meio de alguns exemplos:
• A água é um elemento construtivo na fotossíntese das plantas e é um constituinte dos organismos;
• A água é um solvente para os nutrientes do solo;
• A água é de necessidade vital: o ar seco extrai de 1 a 2 kg de água diariamente do corpo humano;
• A água é um condutor de energia (utilizada na geração de energia, causadora de danos por enchentes);
• A água é um meio de transporte (águas residuais, canais de drenagem, navegação);
• A água é o mais importante regularizador de energia no balanço energético da Terra; sem a evaporação, a vida na Terra na sua forma atual seria impossível;
97% da água existente na Terra estão nos mares e oceanos, e apenas 3% são encontradas nos rios, lagos, lençóis subterrâneos e nas geleiras.
Uma parte da reserva de água está em circulação contínua e compõe uma transferência, pois evapora das superfícies líquidas e do solo e após a condensação na atmosfera é depositada novamente nas superfícies como precipitação líquida ou sólida (chuva, granizo, neve, etc).
O vapor de água em circulação na atmosfera representa apenas de 0,001% do total de água do planeta: sua completa condensação e precipitação formaria uma camada de água de somente 2 a 3 cm de profundidade na superfície da Terra.

Ciclo do Carbono



O ciclo do carbono é uma sucessão de transformações que sofre ao longo do tempo. É um ciclo bioquímico de grande importância para a manutenção do clima da terra, e em todas as atividades básicas para a sustentação da vida.
O ciclo do carbono na realidade são dois ciclos que acontecem em diferentes velocidades:
• Ciclo biológico: Compreende as trocas de carbono (CO²) entre os seres vivos e a atmosfera, ou seja, a fotossíntese, processo na qual o carbono é retido pelas plantas e a respiração que o devolve para a atmosfera. Este ciclo é relativamente rápido; estima-se que a renovação do carbono atmosférico ocorre a cada 20 anos.
• Ciclo biogeoquímico propriamente dito: Regula a transferência do carbono entre a atmosfera e a litosfera (oceanos, rios e solo). O CO² atmosférico se dissolve com facilidade na água, formando o ácido carbônico que ataca os silicatos constituintes das rochas produzindo íons bicarbonatos. Estes íons dissolvidos na água alcançam o mar onde são assimilados pelos animais formando sedimentos após a sua morte. O retorno do carbono a atmosfera ocorre por erupções vulcânicas após a fusão das rochas, processo de longa duração que depende dos mecanismos geológicos. Além disso, a matéria orgânica sedimentada pode ser sepultada produzindo através dos séculos o carvão, petróleo e gás natural devido à decomposição deste material em ausência de oxigênio.

O armazenamento de carbono em depósitos fósseis supõe, na prática, uma diminuição dos níveis atmosféricos de dióxido de carbono. A combustão indiscriminada destes combustíveis fósseis para sustentar as atividades industriais e de transporte produz uma elevação significativa de dióxido de carbono na atmosfera ocasionando alterações climáticas como o efeito estufa.

Ciclo do Oxigênio




No ecossistema, o elemento oxigênio captado pelos seres vivos provém de três fontes principais: gás oxigênio (O2), gás carbônico (CO2) e água (H2O).
O O2 é captado por plantas e animais e utilizado na respiração. Nesse processo, átomos de oxigênio se combinam com átomos de hidrogênio, formando moléculas de água. A água formada na respiração é em parte eliminada para o ambiente através da transpiração, da excreção e das fezes, e em parte utilizada em processos metabólicos. Dessa forma os átomos de oxigênio incorporados à matéria orgânica podem voltar à atmosfera pela respiração e pela decomposição do organismo, que produzem água e gás carbônico.
A água também é utilizada pelas plantas no processo da fotossíntese. Nesse caso, os átomos de hidrogênio são aproveitados na síntese da glicose, enquanto os de oxigênio são liberados na forma de O2.
O oxigênio presente no CO2 poderá voltar a fazer parte de moléculas orgânicas através da fotossíntese.


Ciclo do Nitrogênio



O nitrogênio é um elemento indispensável para os seres vivos, fazendo parte das moléculas de aminoácidos, proteínas, ácidos nucléicos. Acontece que embora esteja presente em grande quantidade no ar , constituindo o gás nitrogênio (N2), poucos seres vivos o assimilam nessa forma. Apenas algumas bactérias, principalmente as cianobactérias, conseguem captar o N2, utilizando-o na síntese de moléculas orgânicas nitrogenadas. Essas bactérias são chamadas fixadoras de nitrogênio.
Os microorganismos fixadores de nitrogênio, quando morrem, liberam no solo nitrogênio sob a forma de amônia (NH3). As bactérias do gênero Nitrosomonas transformam essa substância em nitritos (HNO2), obtendo energia no processo.
O nitrito (tóxico para as plantas) é transformado pelas bactérias do gênero Nitrobacter em nitratos (HNO3). O nitrato é a fonte de nitrogênio mais aproveitada.
Na fixação, entram as bactérias fixadoras de nitrogênio, entre elas as do gênero Rhizobium, que vivem em nódulos de raízes de leguminosas, que inclui o feijão, a soja, etc. Essa bactérias fixam o nitrogênio do ar e fornecem parte dele à planta hospedeira. Esta, oferece abrigo e substâncias que as bactérias necessitam. É um exemplo de mutualismo.
A devolução do nitrogênio à atmosfera é feita pela ação das bactérias denitrificantes. Elas transformam os nitratos do solo em gás nitrogênio, que volta à atmosfera, fechando o ciclo.